quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Treinar o cérebro para melhorar a capacidade mulitarefa
2014-08-21
Sylvie Belleville
Uma equipa do Instituto Universitário de Geriatria de Montreal e da Universidade de Montreal acaba de demonstrar qual a área do cérebro responsável por multitarefas e como a treinar para a manter ou melhorar. Desenvolveu também um modelo para melhor prever a eficácia deste tipo de treino. Cozinhar enquanto se conversa, assistir a um filme navegando na Internet, estar atento à condução automóvel enquanto se ouve um programa de rádio: a capacidade de gerir tarefas ao mesmo tempo (multitarefa ou multitasking) é essencial no mundo moderno, não só no trabalho mas também na vida quotidiana.
Infelizmente, esta capacidade diminui com a idade, o que ajuda a diminuir o ritmo de vida dos idosos, a causar-lhes stress e diminuir sua confiança. Vários softwares comerciais prometem melhorar a situação através de exercícios. Sabemos se eles são realmente eficazes e como agem no cérebro? Eis uma das questões inspiradas por esta pesquisa, conduzida pelo professor Sylvie Belleville e publicados nos jornais AGE e PLoS ONE.
Agir com precisão para obter o resultado desejado
O progresso é importante, pois pode ajudar a desenvolver programas de estimulação cognitiva mais orientados ou melhorar os programas de treino existentes. Os especialistas questionam a pertinência de alguns exercícios que podem ser simplesmente ineficazes por mal estruturado.
"Na área de saúde física, sabemos que se quisermos melhorar a condição cardiorrespiratória, vamos concentrar mais o treino na corrida do que na flexibilidade! Tsso tem sido misterioso no que respeita à cognição. Ora, os nossos trabalhos demonstram que há também uma adequação entre o tipo de treino cognitivo que se realiza e o tipo de efeito obtido. Isto é verdade para os idosos saudáveis que querem melhorar a sua atenção ou memória, mas também é particularmente importante para os pacientes com danos em regiões específicas do cérebro. Por isso, é importante entender melhor como activar determinadas áreas e agir com precisão para obter os resultados desejados ", diz Sylvie Belleville.
Os investigadores cartografam cada vez melhor os efeitos sobre o funcionamento de áreas muito específicas do cérebro. Chegaremos um dia a estruturá-lo pela força de treinosespecíficos? "Temos um longo caminho a fazer antes disso e não é certo que este seja um efeito desejável! Os resultados da pesquisa permitem já para melhorar a vida quotidiana das pessoas mais velhas e também daquelas que sofrem danos cerebrais ", conclui a pesquisadora Belleville.
A boa combinação de flexibilidade e de controlo de atenção
Neste estudo, 48 idosos deviam realizar aleatoriamente fosse um exercício que fazia apelo à flexibilidade e ao controlo fossem exercícios que envolviam apenas a simples prática. Foram avaliados os efeitos dessesexercícios sobre várias formas de tarefa de atenção eo funcionamento do cérebro usando a técnica de imagem de ressonância magnética funcional.
A equipe de pesquisa mostrou que um exercício que pedia flexibilidade e controle da atençãodesenvolveu a habilidade dos participantes para trabalhar em modo de multitarefa. Efectivamente não se tratava simplesmente de realizar duas tarefassimultaneamente para melhorar essa competência. Os exercícios propostos aos participantes exifiam modular a sua atenção de uma tarefa para outra. Foram convidados, em primeiro lugar, a dar 80% da sua atenção à tarefa A e 20% à tarefa B, antes de se mudarpara 50-50 ou 20-80.
Estudar como os circuitos neurais coordenam a locomoção
vale 1,5 milhões de eurosERC apoia investigadora da Fundação Champalimaud
. tem o potencial de melhorar o nosso conhecimento fundamental»
Megan Carey, investigadora principal do Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud, recebeu esta semana uma Starting Grant de 1,5 milhões de euros, atribuída pelo European Research Council (ERC), para estudar, durante os próximos cinco anos, os circuitos neurais que coordenam a locomoção em ratinhos.
O ser humano tem uma capacidade formidável de, aparentemente sem esforço, gerar movimentos coordenados. Mas para conseguir desempenhar actividades complexas como a ginástica, andar de bicicleta, ou mesmo andar pela rua enquanto envia uma mensagem escrita através do telemóvel, diferentes partes do corpo têm de trabalhar em conjunto.
O cerebelo é uma área do cérebro conhecida por ser crítica para a coordenação do movimento. Quando as células desta área são danificadas, o resultado são situações de ataxia ou descoordenação do andar. Mas como é orquestrada a actividade neural nos circuitos do cerebelo garantindo a coordenação da locomoção?
Para andar pela rua diferentes partes do corpo têm de trabalhar em conjunto
“Neste projecto vamos combinar as áreas da visão computacional, análise quantitativa do comportamento e medição e manipulação da actividade neural. Acreditamos que esta abordagem interdisciplinar nos irá permitir elucidar os mecanismos através dos quais o cerebelo contribui para a locomoção”, explica Megan Carey.
Para a investigadora "este projecto tem o potencial de melhorar o nosso conhecimento fundamental sobre a função dos circuitos neurais que estão na base do comportamento. Para além disso, também poderá trazer aplicações para a área da robótica e tratamentos para pacientes que sofrem, por exemplo, de ataxia cerebelar.”
Investigador da UC lidera investigação europeia
sobre as doenças de Parkinson e de Machado-JosephLuís Pereira de Almeida vai também coordenar equipas de investigadores da Universidade do Luxemburgo e da Universidade Paris Descartes
. O investigador Luís Pereira de Almeida, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), foi escolhido para liderar um novo projecto europeu de identificação de potenciais alvos terapêuticos nas doenças de Parkinson e Machado-Joseph, aprovado pelo Programa Comunitário “Joint Programme -Neurodegenerative Disease Research” (JPND).
Além da equipa portuguesa, constituída por duas dezenas de investigadores, Luís Pereira de Almeida vai também coordenar equipas de investigadores da Universidade do Luxemburgo e da Universidade Paris Descartes. O projecto, intitulado “SynSpread”, tem a duração de três anos e um orçamento global de 750 mil euros e pretende compreender o papel da migração de proteínas envolvidas nestas duas doenças incuráveis.
O programa vai juntar investigadores de três países
O investigador do CNC realça que «a investigação visa estudar a interacção que a autofagia (mecanismo de limpeza no interior da célula) estabelece com a secreção de exossomas (vesículas expelidas pelas células) e como contribuem para a difusão da doença a outras células do cérebro».
«A nossa investigação será realizada em neurónios de doentes com Parkinson e Machado-Joseph e recorrerá a técnicas de neuroimagem para mapear o caminho que as proteínas percorrem no contexto da autofagia e secreção de exossomas no cérebro. Os resultados desse mapeamento poderão contribuir para prevermos a progressão das doenças neurodegenerativas», explica o também docente da UC.
O programa JPND é a maior iniciativa global de combate às doenças neurodegenerativas, tendo como objectivo fomentar a descoberta das causas e tratamentos destas patologias.
Duas dezenas de investigadores, de Portugal – através da Faculdade de Medicina e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (UC) -, Holanda, Estados Unidos da América e China, descobriram que os receptores A2A para a adenosina (molécula que actua como sinal de stress no funcionamento de vários sistemas do organismo, especialmente no cérebro) têm um papel crucial no surgimento de problemas de memória.
Uma investigação sem precedentes, com modelos animais (ratinhos) saudáveis, já aceite para publicação no Molecular Psychiatry, o mais importante jornal internacional da área da Psiquiatria, permitiu verificar, pela primeira vez, que o funcionamento em excesso dos receptores A2A (localizados na membrana dos neurónios) é suficiente para causar distúrbios na memória.
Para conseguir a máxima precisão na informação sobre o comportamento dos ratinhos durante as experiências, a equipa da UC desenvolveu um dispositivo inovador para, através da utilização de uma técnica de optogenética (técnica que não existe na natureza e que utiliza a luz para actuar e controlar ocorrências específicas em sistemas biológicos), activar este receptor de adenosina e controlar de forma única o comportamento dos circuitos neuronais. Assim, «no exacto momento em que os modelos animais desempenhavam as tarefas de memória, foi possível verificar, inequivocamente, que uma simples activação intensa do receptor A2A era suficiente para provocar danos no circuito e gerar problemas de memória»,explica Rodrigo Cunha, coordenador da equipa portuguesa.
Problemas de memória são agora menos obscuros
Esta descoberta é determinante para a doença de Alzheimer, doença incurável caracterizada pela perda de memória, nomeadamente «para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da demência mais comum. Se a simples activação do receptor A2A é suficiente para causar distúrbios na memória, é possível desenvolver bloqueadores selectivos deste receptor» sublinha o professor da Faculdade de Medicina da UC.
E os investigadores já sabem o caminho a seguir. Tendo sido confirmado por seis anteriores estudos epidemiológicos (alguns europeus) distintos que o consumo de cafeína diminui a probabilidade de desenvolver Alzheimer e que age sobre os recetores A2A (a cafeína liga-se aos recetores e impede o perigo), a equipa pretende agora «desenhar moléculas químicas semelhantes à cafeína capazes de atuar exclusivamente sobre este recetor, impedindo-o de provocar danos na memória», conclui o investigador.
Uma investigação sem precedentes, com modelos animais (ratinhos) saudáveis, já aceite para publicação no Molecular Psychiatry, o mais importante jornal internacional da área da Psiquiatria, permitiu verificar, pela primeira vez, que o funcionamento em excesso dos receptores A2A (localizados na membrana dos neurónios) é suficiente para causar distúrbios na memória.
Para conseguir a máxima precisão na informação sobre o comportamento dos ratinhos durante as experiências, a equipa da UC desenvolveu um dispositivo inovador para, através da utilização de uma técnica de optogenética (técnica que não existe na natureza e que utiliza a luz para actuar e controlar ocorrências específicas em sistemas biológicos), activar este receptor de adenosina e controlar de forma única o comportamento dos circuitos neuronais. Assim, «no exacto momento em que os modelos animais desempenhavam as tarefas de memória, foi possível verificar, inequivocamente, que uma simples activação intensa do receptor A2A era suficiente para provocar danos no circuito e gerar problemas de memória»,explica Rodrigo Cunha, coordenador da equipa portuguesa.
Problemas de memória são agora menos obscuros
Esta descoberta é determinante para a doença de Alzheimer, doença incurável caracterizada pela perda de memória, nomeadamente «para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da demência mais comum. Se a simples activação do receptor A2A é suficiente para causar distúrbios na memória, é possível desenvolver bloqueadores selectivos deste receptor» sublinha o professor da Faculdade de Medicina da UC.
E os investigadores já sabem o caminho a seguir. Tendo sido confirmado por seis anteriores estudos epidemiológicos (alguns europeus) distintos que o consumo de cafeína diminui a probabilidade de desenvolver Alzheimer e que age sobre os recetores A2A (a cafeína liga-se aos recetores e impede o perigo), a equipa pretende agora «desenhar moléculas químicas semelhantes à cafeína capazes de atuar exclusivamente sobre este recetor, impedindo-o de provocar danos na memória», conclui o investigador.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Mudras são Selos,
são gestos realizados com a mente, as
mãos, os pés, a boca, os olhos ou com o corpo todo.
Os Mudras são ligados ao fluxo das energias,
tanto na mente como no campo energético, e fazem
correspondência com o corpo físico,
especialmente por meio do sistema endócrino e do
sistema nervoso simpático e parassimpático.
Eles produzem efeitos fisiológicos e psíquicos benéficos,
proporcionando a saúde psicossomática, o
equilíbrio dinâmico e a harmonia interna.
A palavra sânscrita Mudra deriva de duas raízes,
mud e ra, tendo diversos significados.
Pode ser traduzida por deleite, alegria ou prazer, pois
ao conectar as correntes de energia solar e
lunar nos canais e centros energéticos ou
psíquicos do praticante, esse experimenta a
consciência do prazer.
Mudra dá uma sensação de bem-estar e felicidade.
Mantras
"Se o homem se mantiver em harmonia com o Cosmo
todos os desequilíbrios deixam de existir."
~Bodhidharmma~
Mantra é uma vibração sonora
que usamos na maioria das vezes na meditação,
mas podemos usar independente dela também.
Man, em sânscrito quer dizer mente, e Tra quer dizer liberação. Portanto, mantra quer dizer literalmente liberação da mente. O mantra é uma vibração sonora que, quando emitido corretamente, exerce um efeito poderoso em nosso corpo e nossa mente. Ele acalma nossas mentes e sentidos, relaxam o corpo e nos liga a energias superiores, pois sua vibração provoca a limpeza de energias de vibração mais baixa.
O mantra é definitivamente uma palavra de poder,
uma palavra sagrada, que deve ser usado com propriedade e consciência.
Os mantras são sons sagrados que ajudam a entrar em estado de meditação. Dotados de grande força energética, eles também nos ajudam a harmonizar nossos medos, ansiedades e desejos. Para que funcionem bem, convém praticá-los com regularidade, pode ser diariamente, ou pelo menos em dias alternados.
A palavra mantra provém do sânscrito e tem muitas diferenças sutis de significado “instrumento da mente”, “linguagem divina” e “linguagem da fisiologia espiritual humana” são apenas algumas de suas conotações. O mantra é um instrumento para curar os problemas que todos nós enfrentamos na vida. Como afirma o mestre místico sufi Vilayat Inayat Khan: “A prática do mantra literalmente amassa a carne do corpo com a repetição de sons. As células delicadas dos complexos feixes de nervos são submetidas a um martelar constante, um ataque à carne pelas vibrações do som divino”.
A prática do mantra pode ajudar você a se sentir mais calmo e energizado. Pode ajudá-lo a lidar com situações difíceis ou desagradáveis, propiciando uma idéia do que fazer ou ajudando-o a ter paciência e perspectiva para simplesmente deixar que as coisas aconteçam. O mantra é um método pessoal ativo e pacífico de enfrentar as situações que você deseja mudar.
São fórmulas antigas de sons divinos registrados pelos antigos sábios da Índia e mantidos em confiança e segredos durante séculos, tanto na Índia como no Tibet.
Como se entoar os Mantras
O Kūlarnava Tantra nos ensina que há três formas de
fazer um mantra: mentalmente, murmurando, e em voz alta. Dessas maneiras, considera-se que o mantra murmurado seja mais poderoso que aquele feito em voz alta, e que o mantra feito mentalmente seja mais
eficiente que o murmurado.
No entanto, a mesma escritura nos aconselha a mudarmos de técnica quando percebermos que estamos perdendo a concentração ou quando estamos nos distraindo, passando da repetição mental para a verbalização em voz alta ou vice-versa.
É possível também associar o mantra com um yantra, um símbolo. Por exemplo, ao gāyatrī mantra corresponde o yantra do mesmo nome, que pode ser visualizado mantendo-se os olhos fechados ou focalizado com eles
abertos durante a meditação.
Os efeitos que os Mantras causam
Os mantras têm a capacidade de servir como foco para que a mente se concentre. Ela tem seu fluxo e dificilmente pode ser controlada.
Se você percebe esta dificuldade na sua meditação, isso
significa que sua mente é totalmente normal.
Respire aliviado, pois isso acontece com todo o mundo. Seu
trabalho durante o mantra, consiste justamente em
trazer incessantemente a mente de volta para o som do
mantra e refletir sobre seu significado.
Isso traz como conseqüência o aquietamento da mente.
Essa paz mental não é um fim em si mesmo, mas um meio para
conseguir o discernimento, para preparar-se para a
libertação ou mokṣa.
Muito embora os mantras possam ser usados para relaxar, combater a ansiedade ou o estresse, esse fim não deve ser esquecido.
Conhecer o significado do seu mantra, se você tem um,
é fundamental. Tem pessoas que afirmam que os mantras
não tem significado, ou que saber o que o mantra quer dizer não é importante, para afastar a desconfiança dos cristãos, ou para apresentar a prática da meditação sobre eles como algo “científico”.
O Rudrayamālā, um texto antigo de Yoga, diz: “Os
mantras feitos sem a correspondente ideação são
apenas um par de letras mecanicamente pronunciadas.
Não produzirão nenhum fruto, mesmo se repetidas um
bilhão de vezes.”
Mantras sem significado não funcionam.
Todo mantra sânscrito significa alguma coisa ou aponta para algum aspecto da realidade, adequada como tema de reflexão para cada praticante.
Por que os Mantras são em Sânscrito
O OM o mais conhecido dos mantras,
foge a todas as regras gramaticais expostas,
pois é considerado a síntese de todos os sons.
Existem na tradição indiana centenas de mantras e o uso de cada um tem uma finalidade específica.
Para quem deseja iniciar-se nesta prática seguem algumas indicações:
Sente-se numa posição confortável e procure relaxar concentrando sua respiração no abdômen.
A seguir, vocalize o mantra durante um tempo mínimo de três minutos.
Esta é a forma mais aconselhável para potencializar o mantra, mas se não puder dizê-lo em voz alta, sussurre-o ou apenas mentalize-o.
Baixe aqui alguns Mantras
O instrumental relativamente simples do mantra pode ajudá-lo a enfrentar todas as situações e desafios que você tem diante de si. Mesmo sendo de origem antiga, ele pode ser aplicado a praticamente todos os problemas atuais como bons resultados.
Origem dos Mantras
Os estudiosos modernos e o sacerdotes védicos divergem quanto à época em que os mantras foram registrados por escrito. Alguns eruditos datam os primeiros registros por escrito das quatro escrituras védicas de 1000 a.C., embora a versão mais antiga existente do Rig Veda seja datada só no século XIV da nossa era. No entanto, em The Principal Upanishads, o respeitado sábio S. Radhakrishnan, citando The Religion of the Vedas de Bloomfield, afirma: “Os Vedas não apenas constituem o mais antigo monumento literário da Índia, mas também a mais antiga literatura dos povos indo-europeus, anterior à da Grécia ou de Israel.” Os mais antigos hinos e mantras contidos no Rig Veda são tradicionalmente datados como sendo de 1500 a.C. e possivelmente até mesmo antes e 4000 a.C.
Os sacerdotes hindus afirmam categoricamente que os registros por escrito dos mantras são muito mais antigos do que acreditam as autoridades acadêmicas. A história popularmente aceita dos mantras, que até hoje é transmitida por uma tradição oral ensinada nos templos hinduístas, situa o primeiro escrito na época do Mahabharata, cerca de um milênio antes de Cristo. E os mantras sânscritos já existiam pelo menos dois mil anos antes nos mitos, fábulas e lendas.
Os ensinamentos védicos eram originalmente reservados à classe dos sacerdotes, e seus rituais, assim como os próprios Vedas e os mantras contidos neles, foram transmitidos oralmente por milhares de anos. Depois de passados oralmente de geração em geração, os mantras foram pela primeira vez escritos em sânscritos sobre folhas de palmeiras, para que pudessem ser preservados. Os primeiros “bibliotecários” eram famílias que se dedicavam à preservação desses mantras por escrito. Catalogados por assunto, utilidade e efeito, os mantras eram meticulosamente guardados e protegidos da ação dos elementos. Quando as folhas de palmeiras ficavam quebradiças ou mofadas, os mantras eram recopiados em folhas novas enquanto ainda legíveis.
Com o aumento do número de mantras compilados nem mesmo famílias inteiras conseguiam dar conta da necessidade de recopiá-los para preservar a biblioteca. Para dar conta do crescente acúmulo de novos mantras, foram feitos resumos de algumas partes. Esses resumos condensavam estantes inteiras de informações em um punhado de folhas. Isso funcionava por muitos séculos até o acúmulo voltar a ficar excessivo. Então os conteúdos eram novamente sumarizados. Passavam-se outras tantas centenas de anos e o ciclo voltava a se repetir. Ao longo de todos os vários milênios de compilação dos sumários, certas partes eram consideradas tão importantes que nunca foram resumidas, mas mantidas intactas.
Esses ensinamentos hindus de inspiração e introvisão seguiram um percurso semelhante da transmissão oral para a transcrição em sânscrito. Os Upanishades são os resumos dos resumos dos resumos dos ensinamentos criados há muitos milhares de anos. Os upanishades contêm os Cantos da Floresta, ou Aranyakas, e os Brahmanas, que são fragmentos de obras maiores, extraviadas. Os quadro Vedas sobreviveram quase intactos e na íntegras: Rig Vedas, Artharva Veda, Yajur Veda e Sama Veda. Em certo sentido, os Vedas e os Upanishades são todos coletâneas de mantras sanscríticos reunidos com a intenção de transmitir idéias atemporais a respeito de uma ampla variedade de assuntos.
A quantidade de informações contidas até mesmo nesses sumários fragmentados é espantosa. Um sistema completo de medicina está contida no Artharva Veda – sistema que a medicina ocidental só recentemente começou a reconhecer como válido. No Rig Veda, questões espirituais de cosmologia e desenvolvimento pessoal são expostas em fórmulas e práticas místicas grandiosas. Entre o ano 1000 a.C. e o final do primeiro milênio da era cristã, sábios, eruditos e místicos, como Patañjali (200 a.C.), Shankaracharya (800 d.C.) e outros introduziram práticas ainda mais específicas para o desenvolvimento espiritual e a solução de problemas. É por esses instrumentos que o sânscrito recebeu o título de Deva Língua ou “linguagem dos deuses”, indício de que até mesmo os mortais podem comungar com os deuses e tornar-se iguais a eles: poderosos e imortais. O primeiro requisito, entretanto, é aprender a “falar a língua” e, com isso, usar o poder que ela contém. O mantra é a linguagem pela qual invocamos os deuses e suas energias.
Embora os mantras, os Vedas e os Upanishades sejam todos escritos em sânscrito, essa língua não é mais falada nas conversas corriqueiras. Como o sânscrito não é falado amplamente entre a população em geral de nenhum país, ele é tecnicamente classificado como uma língua “morta”. No entanto, todas as práticas religiosas e tradições hinduístas são ensinadas, conduzidas e transmitidas em sânscrito. A maioria das práticas budistas que fazem uso da palavra expressa continua mantendo o grosso de seu conteúdo em sânscrito. Todos os Swamis e mestres indianos que vieram para o Ocidente praticam sistemas de desenvolvimento pessoal derivados de textos em sânscrito. De maneira que considerar o sânscrito uma língua morta é não levar em conta as práticas diárias de muitos milhões de pessoas.
Além disso, muitas línguas ocidentais, que os dicionários costumam classificar como indo-européias, tem raízes sanscríticas. O sânscrito merece realmente seu outro título, o de “Mãe das Línguas” (ou Língua Mãe), como os eruditos a denominam. Em sânscrito mata é “mãe” e pitra, “pai”, palavras evidentemente próximas das latinas mater e pater. As línguas românicas (espanhol, italiano, português, francês e romeno) são derivadas do latim, que por sua vez é derivado do sânscrito, que foi falado por muitos séculos antes do surgimento do latim.
Aprofundamento nos Mantras
1. Os mantras são sons de base energética. As palavras usadas nas conversas derivam seu poder do significado que contêm. O mantra deriva seu poder do efeito energético produzido por seu som. Recitar um mantra produz uma determinada vibração física em forma de um som que, por sua vez, produz vários “efeitos energéticos” nos corpos físicos e sutil.
2. Os mantras são também sons provenientes dos chakras. Cada uma das cinqüenta letras do alfabeto sânscrito corresponde a uma das cinqüenta pétalas dos seis chakras, da base da coluna à fronte. O mantra sanscrítico transmite vibrações para as letras contidas nas palavras do mantra, que energizam a pétala e atraem a energia espiritual da atmosfera circundante para a pessoa que está recitando o mantra. Dessa maneira, o mantra afeta tanto o seu corpo físico quanto sua consciência espiritual. E a pessoa literalmente cresce, espiritual e fisicamente.
3. O mantra – combinado com a intenção – aumenta os benefícios físicos e espirituais. Quando combinamos a energia física do mantra, a vibração sonora, com a energia mental da intenção e da atenção, aumentamos, fortalecemos e direcionamos o efeito energético do mantra. A intenção, a razão de estarmos recitando o mantra, é transmitida pela vibração física, produzindo um efeito. Essa é a essência do mantra sanscrítico.
4. Os mantras só podem ser expressos em palavras de forma aproximada. Se queremos dizer a uma criança pequena que ela não deve tocar no forno, procuramos explicar a ela que o formo queima. Entretanto, palavras não bastam para passar a experiência. Somente o ato de tocar no forno e ser queimado define o verdadeiro significado das palavras “quente” e “queimar”, quando relacionadas com “forno”. Em essência, não existe nenhuma linguagem que traduza a experiência de ser queimado. O mesmo acontece com os mantras. A única verdadeira definição é a experiência que o mantra acaba produzindo na pessoa que o pratica. No entanto, da “vidência” original de um determinado mantra até as experiências partilhadas de maneira idêntica pelas pessoas que o usaram posteriormente, o mantra vai ganhar uma “definição baseada na experiência”, ou seja, ela vai ficar conhecido pelos efeitos que produz.
Na tradição hindu, os mantras são considerados Śrutiḥ,
revelação. Isso significa que esses sons não foram
criados por um autor humano, mas percebidos em estado de meditação pelos sábios da antiguidade, chamados ṛṣis.
Esses sons descrevem as diferentes revelações que estes sábios tiveram, e servem como indicadores para orientar os humanos em direção ao
autoconhecimento.
Por exemplo, os mahavākyas, as grandes afirmações da tradição dizem: aham
Brahma’smi, “eu sou o Ser”, tattvam asi, “tu és Isso (Brahman)”, etc.
A língua sânscrita é considerada uma língua revelada, portanto sagrada, assim como o aramaico, o hebraico ou o latim o são para as religiões judaico-cristãs. Como língua, o sânscrito tem a virtude de conseguir comunicar nuanças de significados muito sutis, e sua vibração sonora produz efeitos não somente na mente mas também, por ressonância,em todas as dimensões da pessoa.
"Se o homem se mantiver em harmonia com o Cosmo
todos os desequilíbrios deixam de existir."
~Bodhidharmma~
Mantra é uma vibração sonora
que usamos na maioria das vezes na meditação,
mas podemos usar independente dela também.
Man, em sânscrito quer dizer mente, e Tra quer dizer liberação. Portanto, mantra quer dizer literalmente liberação da mente. O mantra é uma vibração sonora que, quando emitido corretamente, exerce um efeito poderoso em nosso corpo e nossa mente. Ele acalma nossas mentes e sentidos, relaxam o corpo e nos liga a energias superiores, pois sua vibração provoca a limpeza de energias de vibração mais baixa.
O mantra é definitivamente uma palavra de poder,
uma palavra sagrada, que deve ser usado com propriedade e consciência.
Os mantras são sons sagrados que ajudam a entrar em estado de meditação. Dotados de grande força energética, eles também nos ajudam a harmonizar nossos medos, ansiedades e desejos. Para que funcionem bem, convém praticá-los com regularidade, pode ser diariamente, ou pelo menos em dias alternados.
A palavra mantra provém do sânscrito e tem muitas diferenças sutis de significado “instrumento da mente”, “linguagem divina” e “linguagem da fisiologia espiritual humana” são apenas algumas de suas conotações. O mantra é um instrumento para curar os problemas que todos nós enfrentamos na vida. Como afirma o mestre místico sufi Vilayat Inayat Khan: “A prática do mantra literalmente amassa a carne do corpo com a repetição de sons. As células delicadas dos complexos feixes de nervos são submetidas a um martelar constante, um ataque à carne pelas vibrações do som divino”.
A prática do mantra pode ajudar você a se sentir mais calmo e energizado. Pode ajudá-lo a lidar com situações difíceis ou desagradáveis, propiciando uma idéia do que fazer ou ajudando-o a ter paciência e perspectiva para simplesmente deixar que as coisas aconteçam. O mantra é um método pessoal ativo e pacífico de enfrentar as situações que você deseja mudar.
São fórmulas antigas de sons divinos registrados pelos antigos sábios da Índia e mantidos em confiança e segredos durante séculos, tanto na Índia como no Tibet.
Como se entoar os Mantras
O Kūlarnava Tantra nos ensina que há três formas de
fazer um mantra: mentalmente, murmurando, e em voz alta. Dessas maneiras, considera-se que o mantra murmurado seja mais poderoso que aquele feito em voz alta, e que o mantra feito mentalmente seja mais
eficiente que o murmurado.
No entanto, a mesma escritura nos aconselha a mudarmos de técnica quando percebermos que estamos perdendo a concentração ou quando estamos nos distraindo, passando da repetição mental para a verbalização em voz alta ou vice-versa.
É possível também associar o mantra com um yantra, um símbolo. Por exemplo, ao gāyatrī mantra corresponde o yantra do mesmo nome, que pode ser visualizado mantendo-se os olhos fechados ou focalizado com eles
abertos durante a meditação.
Os efeitos que os Mantras causam
Os mantras têm a capacidade de servir como foco para que a mente se concentre. Ela tem seu fluxo e dificilmente pode ser controlada.
Se você percebe esta dificuldade na sua meditação, isso
significa que sua mente é totalmente normal.
Respire aliviado, pois isso acontece com todo o mundo. Seu
trabalho durante o mantra, consiste justamente em
trazer incessantemente a mente de volta para o som do
mantra e refletir sobre seu significado.
Isso traz como conseqüência o aquietamento da mente.
Essa paz mental não é um fim em si mesmo, mas um meio para
conseguir o discernimento, para preparar-se para a
libertação ou mokṣa.
Muito embora os mantras possam ser usados para relaxar, combater a ansiedade ou o estresse, esse fim não deve ser esquecido.
Conhecer o significado do seu mantra, se você tem um,
é fundamental. Tem pessoas que afirmam que os mantras
não tem significado, ou que saber o que o mantra quer dizer não é importante, para afastar a desconfiança dos cristãos, ou para apresentar a prática da meditação sobre eles como algo “científico”.
O Rudrayamālā, um texto antigo de Yoga, diz: “Os
mantras feitos sem a correspondente ideação são
apenas um par de letras mecanicamente pronunciadas.
Não produzirão nenhum fruto, mesmo se repetidas um
bilhão de vezes.”
Mantras sem significado não funcionam.
Todo mantra sânscrito significa alguma coisa ou aponta para algum aspecto da realidade, adequada como tema de reflexão para cada praticante.
Por que os Mantras são em Sânscrito
O OM o mais conhecido dos mantras,
foge a todas as regras gramaticais expostas,
pois é considerado a síntese de todos os sons.
Existem na tradição indiana centenas de mantras e o uso de cada um tem uma finalidade específica.
Para quem deseja iniciar-se nesta prática seguem algumas indicações:
Sente-se numa posição confortável e procure relaxar concentrando sua respiração no abdômen.
A seguir, vocalize o mantra durante um tempo mínimo de três minutos.
Esta é a forma mais aconselhável para potencializar o mantra, mas se não puder dizê-lo em voz alta, sussurre-o ou apenas mentalize-o.
Baixe aqui alguns Mantras
O instrumental relativamente simples do mantra pode ajudá-lo a enfrentar todas as situações e desafios que você tem diante de si. Mesmo sendo de origem antiga, ele pode ser aplicado a praticamente todos os problemas atuais como bons resultados.
Origem dos Mantras
Os estudiosos modernos e o sacerdotes védicos divergem quanto à época em que os mantras foram registrados por escrito. Alguns eruditos datam os primeiros registros por escrito das quatro escrituras védicas de 1000 a.C., embora a versão mais antiga existente do Rig Veda seja datada só no século XIV da nossa era. No entanto, em The Principal Upanishads, o respeitado sábio S. Radhakrishnan, citando The Religion of the Vedas de Bloomfield, afirma: “Os Vedas não apenas constituem o mais antigo monumento literário da Índia, mas também a mais antiga literatura dos povos indo-europeus, anterior à da Grécia ou de Israel.” Os mais antigos hinos e mantras contidos no Rig Veda são tradicionalmente datados como sendo de 1500 a.C. e possivelmente até mesmo antes e 4000 a.C.
Os sacerdotes hindus afirmam categoricamente que os registros por escrito dos mantras são muito mais antigos do que acreditam as autoridades acadêmicas. A história popularmente aceita dos mantras, que até hoje é transmitida por uma tradição oral ensinada nos templos hinduístas, situa o primeiro escrito na época do Mahabharata, cerca de um milênio antes de Cristo. E os mantras sânscritos já existiam pelo menos dois mil anos antes nos mitos, fábulas e lendas.
Os ensinamentos védicos eram originalmente reservados à classe dos sacerdotes, e seus rituais, assim como os próprios Vedas e os mantras contidos neles, foram transmitidos oralmente por milhares de anos. Depois de passados oralmente de geração em geração, os mantras foram pela primeira vez escritos em sânscritos sobre folhas de palmeiras, para que pudessem ser preservados. Os primeiros “bibliotecários” eram famílias que se dedicavam à preservação desses mantras por escrito. Catalogados por assunto, utilidade e efeito, os mantras eram meticulosamente guardados e protegidos da ação dos elementos. Quando as folhas de palmeiras ficavam quebradiças ou mofadas, os mantras eram recopiados em folhas novas enquanto ainda legíveis.
Com o aumento do número de mantras compilados nem mesmo famílias inteiras conseguiam dar conta da necessidade de recopiá-los para preservar a biblioteca. Para dar conta do crescente acúmulo de novos mantras, foram feitos resumos de algumas partes. Esses resumos condensavam estantes inteiras de informações em um punhado de folhas. Isso funcionava por muitos séculos até o acúmulo voltar a ficar excessivo. Então os conteúdos eram novamente sumarizados. Passavam-se outras tantas centenas de anos e o ciclo voltava a se repetir. Ao longo de todos os vários milênios de compilação dos sumários, certas partes eram consideradas tão importantes que nunca foram resumidas, mas mantidas intactas.
Esses ensinamentos hindus de inspiração e introvisão seguiram um percurso semelhante da transmissão oral para a transcrição em sânscrito. Os Upanishades são os resumos dos resumos dos resumos dos ensinamentos criados há muitos milhares de anos. Os upanishades contêm os Cantos da Floresta, ou Aranyakas, e os Brahmanas, que são fragmentos de obras maiores, extraviadas. Os quadro Vedas sobreviveram quase intactos e na íntegras: Rig Vedas, Artharva Veda, Yajur Veda e Sama Veda. Em certo sentido, os Vedas e os Upanishades são todos coletâneas de mantras sanscríticos reunidos com a intenção de transmitir idéias atemporais a respeito de uma ampla variedade de assuntos.
A quantidade de informações contidas até mesmo nesses sumários fragmentados é espantosa. Um sistema completo de medicina está contida no Artharva Veda – sistema que a medicina ocidental só recentemente começou a reconhecer como válido. No Rig Veda, questões espirituais de cosmologia e desenvolvimento pessoal são expostas em fórmulas e práticas místicas grandiosas. Entre o ano 1000 a.C. e o final do primeiro milênio da era cristã, sábios, eruditos e místicos, como Patañjali (200 a.C.), Shankaracharya (800 d.C.) e outros introduziram práticas ainda mais específicas para o desenvolvimento espiritual e a solução de problemas. É por esses instrumentos que o sânscrito recebeu o título de Deva Língua ou “linguagem dos deuses”, indício de que até mesmo os mortais podem comungar com os deuses e tornar-se iguais a eles: poderosos e imortais. O primeiro requisito, entretanto, é aprender a “falar a língua” e, com isso, usar o poder que ela contém. O mantra é a linguagem pela qual invocamos os deuses e suas energias.
Embora os mantras, os Vedas e os Upanishades sejam todos escritos em sânscrito, essa língua não é mais falada nas conversas corriqueiras. Como o sânscrito não é falado amplamente entre a população em geral de nenhum país, ele é tecnicamente classificado como uma língua “morta”. No entanto, todas as práticas religiosas e tradições hinduístas são ensinadas, conduzidas e transmitidas em sânscrito. A maioria das práticas budistas que fazem uso da palavra expressa continua mantendo o grosso de seu conteúdo em sânscrito. Todos os Swamis e mestres indianos que vieram para o Ocidente praticam sistemas de desenvolvimento pessoal derivados de textos em sânscrito. De maneira que considerar o sânscrito uma língua morta é não levar em conta as práticas diárias de muitos milhões de pessoas.
Além disso, muitas línguas ocidentais, que os dicionários costumam classificar como indo-européias, tem raízes sanscríticas. O sânscrito merece realmente seu outro título, o de “Mãe das Línguas” (ou Língua Mãe), como os eruditos a denominam. Em sânscrito mata é “mãe” e pitra, “pai”, palavras evidentemente próximas das latinas mater e pater. As línguas românicas (espanhol, italiano, português, francês e romeno) são derivadas do latim, que por sua vez é derivado do sânscrito, que foi falado por muitos séculos antes do surgimento do latim.
Aprofundamento nos Mantras
1. Os mantras são sons de base energética. As palavras usadas nas conversas derivam seu poder do significado que contêm. O mantra deriva seu poder do efeito energético produzido por seu som. Recitar um mantra produz uma determinada vibração física em forma de um som que, por sua vez, produz vários “efeitos energéticos” nos corpos físicos e sutil.
2. Os mantras são também sons provenientes dos chakras. Cada uma das cinqüenta letras do alfabeto sânscrito corresponde a uma das cinqüenta pétalas dos seis chakras, da base da coluna à fronte. O mantra sanscrítico transmite vibrações para as letras contidas nas palavras do mantra, que energizam a pétala e atraem a energia espiritual da atmosfera circundante para a pessoa que está recitando o mantra. Dessa maneira, o mantra afeta tanto o seu corpo físico quanto sua consciência espiritual. E a pessoa literalmente cresce, espiritual e fisicamente.
3. O mantra – combinado com a intenção – aumenta os benefícios físicos e espirituais. Quando combinamos a energia física do mantra, a vibração sonora, com a energia mental da intenção e da atenção, aumentamos, fortalecemos e direcionamos o efeito energético do mantra. A intenção, a razão de estarmos recitando o mantra, é transmitida pela vibração física, produzindo um efeito. Essa é a essência do mantra sanscrítico.
4. Os mantras só podem ser expressos em palavras de forma aproximada. Se queremos dizer a uma criança pequena que ela não deve tocar no forno, procuramos explicar a ela que o formo queima. Entretanto, palavras não bastam para passar a experiência. Somente o ato de tocar no forno e ser queimado define o verdadeiro significado das palavras “quente” e “queimar”, quando relacionadas com “forno”. Em essência, não existe nenhuma linguagem que traduza a experiência de ser queimado. O mesmo acontece com os mantras. A única verdadeira definição é a experiência que o mantra acaba produzindo na pessoa que o pratica. No entanto, da “vidência” original de um determinado mantra até as experiências partilhadas de maneira idêntica pelas pessoas que o usaram posteriormente, o mantra vai ganhar uma “definição baseada na experiência”, ou seja, ela vai ficar conhecido pelos efeitos que produz.
Na tradição hindu, os mantras são considerados Śrutiḥ,
revelação. Isso significa que esses sons não foram
criados por um autor humano, mas percebidos em estado de meditação pelos sábios da antiguidade, chamados ṛṣis.
Esses sons descrevem as diferentes revelações que estes sábios tiveram, e servem como indicadores para orientar os humanos em direção ao
autoconhecimento.
Por exemplo, os mahavākyas, as grandes afirmações da tradição dizem: aham
Brahma’smi, “eu sou o Ser”, tattvam asi, “tu és Isso (Brahman)”, etc.
A língua sânscrita é considerada uma língua revelada, portanto sagrada, assim como o aramaico, o hebraico ou o latim o são para as religiões judaico-cristãs. Como língua, o sânscrito tem a virtude de conseguir comunicar nuanças de significados muito sutis, e sua vibração sonora produz efeitos não somente na mente mas também, por ressonância,em todas as dimensões da pessoa.
Noções iniciais da técnica do Ho'oponopono.
A técnica do Ho'oponopono (ho-o-pono-pono-) é uma antiga prática havaiana de reconciliação e de perdão. Essa prática de perdão sempre foi realizada Havaí e nas ilhas do Pacífico Sul, incluindo Samoa, Tahiti e Nova Zelândia. Tradicionalmente Ho'oponopono é praticado por sacerdotes ou mestre de cura kahuna lapaau ("Kahuna" em Havaiano significa "guardião do segredo") entre os membros da família de uma pessoa que está fisicamente doente. As versões modernas são realizadas dentro da família por um ancião da família, ou pelo indivíduo sozinho.
Aparentemente processo Ho'oponopono é muito simples. Trata-se de um processo de limpeza da mente, a técnica do Ho'oponopono real consiste de repetições das frases a seguir enunciadas:
* Sinto muito *
* Por favor *
* Me perdoe *
* Obrigada *
* Sou grata *
* Eu te amo *
Essas frases repetidas vão incendiar o processo de transformação na luz interna do praticante, convidando os poderes de transmutação Cósmica atuarem em seu derredor para realização curas necessárias do corpo físico e da sua alma.
Coloco abaixo um vídeo para que cada um promova a iniciação nessa técnica, para se familiarizarem.
O Ho'oponoppono é uma técnica de transformação
Bem, em muitas culturas da Polinésia, acredita-se que os erros de uma pessoa (chamado hara ou hala) causou a doença. Alguns acreditam que o erro irrita os deuses, outros acreditam que atraem deuses malévolos, e outros ainda acreditam que a culpa causada por um erro cometido adoece a pessoa. "Na maioria dos casos, no entanto, ritos específicos são feitos para "desatar ou reparar o erro" e, assim, diminui o acúmulo deles."
Entre as ilhas de Vanuatu, no Pacífico Sul, as pessoas acreditam que a doença geralmente é causada por má conduta sexual ou raiva. "Se você está irritado por dois ou três dias, a doença virá," a terapia que deve ser realizada inicialmente é a confissão. O paciente, ou um membro da família, pode confessar a uma pessoa sábia. Se ninguém confessa um erro, o paciente pode morrer. As pessoas acreditam que o sigilo Vanuatu é o que dá poder para a doença. Quando o erro é confessado, já não tem poder sobre a pessoa.
Em muitas ilhas, incluindo os havaianos, pessoas de Tikopia nas Ilhas Salomão, e em Rarotonga, nas Ilhas Cook, acreditam que os pecados do pai vai cair sobre as crianças. Se uma criança está doente, os pais são suspeitos de brigas ou má conduta. Além de doença, desordem social poderia causar esterilidade da terra e outros desastres. A harmonia poderia ser restaurada apenas pela confissão e um pedido de desculpas. Em Pukapuka, era costume de manter uma espécie de confessionário para os pacientes, para determinar um curso adequada da ação, a fim de curá-las.
Tradições semelhantes são encontrados em Samoa, Tahiti, e entre os Maori da Nova Zelândia. A prática tradicional é ensinada no Vale de Kalalau Koke'e State Park, onde são realizados retiros para ensinar a técnica de Ho'oponopono. E um "hala lei" é sempre recebido após a conclusão do Hooponopono na tradição de kahuna Makaweliweli de Molokai.
Significado
Vamos para a definição dessa palavra tão diferente que é ho'oponopono. Bem, ela é definida no dicionário havaiano, como "limpeza mental": Na prática essa técnica é muito bem aplicada em encontros familiares, onde reúnem-se todas as pessoas da família, e todos os relacionamentos estabelecidos, para gerar a harmonia através da oração, discussão, confissão, arrependimento e perdão mútuo, restituindo o 'status quo ante'. Somente assim, a família pode realizar a limpeza mental de todas as questões mal-resolvidas, como mágoas, ressentimentos, rancores, ódios, gerando harmonia e a saúde tão desejada.
Em Havaiano, Ho'o significa “causa”, e ponopono quer dizer “perfeição”, portantoHo’oponopono significa “corrigir um erro” ou “tornar certo”. Outros significados são: "bondade, retidão, moralidade, qualidades morais, o procedimento correto ou adequado, a excelência, bem-estar, prosperidade, bem-estar, o benefício condição, verdadeiro ou natureza, dever, moral, cabendo, adequado, justo, correto, reto, justo, virtuoso, justo, benéfico, bem sucedida, em perfeita ordem, precisa, correta, aliviou, dever...".
Lei de Causa e Efeito
Foi aplicada a técnica do Ho'oponopono' na restauração da aldeia de Koaie no Parque Estadual Lapakahi , segundo o histórico da ilha de Hawaii, North Kohala distrito. Desde então, início do século 20, essa aldeia tem sido um centro para formar lapaau kahuna (padre de cura).
Em 1976 Morrnah Simeona, considerada como uma mãe de cura ou lapaau kahuna, adaptou o Ho'oponopono tradicional do perdão mútuo para a família, para outras realidades sociais dos dias modernos. Para isso, estendeu tanto a um problema geral num processo de resolução fora da família e um processo de grupo psico-espiritual de auto-ajuda.
A versão Simeona é influenciado por sua formação cristã (católicos e protestantes), pela educação e seus estudos filosóficos sobre a Índia, China. Como a tradição havaiana ela também enfatiza o poder da oração. Ao contrário da tradição havaiana, ela descreve os problemas como os efeitos do "carma negativo, dizendo que "você tem que experimentar por si mesmo o que você tem feito para os outros, e você é o criador de circunstâncias de sua vida".
Qualquer coisa que estiver fazendo é memorizada dentro de si mesmo e espelhado em cada entidade e objeto que estava presente quando a causa aconteceu. Como a Lei de Causa e Efeito predomina em toda a vida e outras vidas, o propósito da sua versão é principalmente "para liberar das experiências negativas em reencarnações passadas, para resolver e remover traumas do " bancos de memória".
Seus ensinamentos incluem essas etapas que cada buscador realizará o processo de cura:
1) Há um Criador Divino que cuida dos fundamentos altruístas dos homens; com esse pensamento inicia a oração. E isso é feito sempre antes e depois de uma oração, significa que ao terminar o trabalho do homem e trabalho de Deus começa;
Oração criada por Morrnah Simeona "guardião do segredo”
“Divino Criador, pai, mãe, filho em UM...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofenderam,
à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos,
palavras, atos e ações do início da nossa criação
até o presente, nós pedimos seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, liberar,
cortar todas as lembranças, bloqueios, energias
e vibrações negativas e transmute estas energias
indesejáveis em pura luz...
E assim está feito”.
2) Auto- identidade, significa, por exemplo, que durante o Ho'oponopono, que os três níveis de consciência (físico, mental e espiritual) estão equilibrados e conectado com o Absoluto /Deus/ Existência.
3) Diferente de orações egoístas, onde cada um está orando para a libertação de si mesmo, as orações "altruístas como Ho'oponopono tem objetivo de alcançar o Divino, alçando vôos em direção ao Cosmos, em humildade, gratidão, amor e compaixão.
4) Essa energia transformadora mudaria a parte dolorosa da memória, e das ações erradas em todos os participantes para a Luz Pura, em qualquer plano em que eles são existentes; Todos são beneficiados.
5) Com esta transmutação na mente os problemas vão perder a sua energia para efeitos físicos e a cura ou o equilíbrio é iniciado.
Processo de cura Havaiano:
Ho'oponopono significa: Amar a si mesmo.
* Sinto muito *
* Por favor, me perdoe *
* Eu te amo *
* Muito obrigada, sou grata *
Introdução
Essas são as palavras mágicas para vencer os desafios da vida. E sabemos que a vida é feita de muitos desafios que abrem os caminhos para nosso amadurecimento. Quando nos tornamos mais conscientes, sentimos a genuína alegria Divina pela realização desse processo construtivo, damos então um salto rumo à consciência da Unicidade.
A pratica dessa técnica do Ho'oponopono, visa esta conscientização. Somos luz curativa, única, perfeita, infinita e bela, e acabamos nos identificando com os discursos da mente, que nos mostra sempre a divisão, o lado negativo, problemático, fracionado da vida, e com isso vamos nos afastando da nossa unicidade original. Ho'oponopono é uma meditação profunda, em que tomamos consciência da nossa real natureza absoluta, original, plena, onde tudo e todos estão incluídos, onde todas as diferenças são aceitas, amadas, em nós, em nosso próprio coração, em nosso próprio Ser.
Ho'oponopono significa: Amar a si mesmo.
* Sinto muito *
* Por favor, me perdoe *
* Eu te amo *
* Muito obrigada, sou grata *
Introdução
Essas são as palavras mágicas para vencer os desafios da vida. E sabemos que a vida é feita de muitos desafios que abrem os caminhos para nosso amadurecimento. Quando nos tornamos mais conscientes, sentimos a genuína alegria Divina pela realização desse processo construtivo, damos então um salto rumo à consciência da Unicidade.
A pratica dessa técnica do Ho'oponopono, visa esta conscientização. Somos luz curativa, única, perfeita, infinita e bela, e acabamos nos identificando com os discursos da mente, que nos mostra sempre a divisão, o lado negativo, problemático, fracionado da vida, e com isso vamos nos afastando da nossa unicidade original. Ho'oponopono é uma meditação profunda, em que tomamos consciência da nossa real natureza absoluta, original, plena, onde tudo e todos estão incluídos, onde todas as diferenças são aceitas, amadas, em nós, em nosso próprio coração, em nosso próprio Ser.
O que é Yin Yang:
Yin Yang é um princípio da filosofia chinesa, onde yin e yang são duas energias opostas. Yin significa escuridão sendo representado pelo lado pintado de preto, e yang é a claridade. A luz, que é uma energia luminosa e apresenta-se de maneira muito intensa, é o yang, e a luz muito fraca, é o yin. Segundo os chineses, o mundo é composto por forças opostas e achar o equilíbro entre elas é essencial.
Alguns autores descrevem como a lua e o sol, o homem e a mulher, mas são definições equivocadas. A filosofia chinesa é composta basicamente da energia, negativa e positiva. As duas esferas dentro do símbolo simbolizam a idéia de que, toda vez que cada uma das forças atinge seu ponto extremo, manifesta-se dentro de si um sentimento oposto.
No mundo das tatuagens, o símbolo do yin yang é dos mais populares, dado que representa o equilíbrio.
Significado de Yin
Ying é o princípio passivo, feminino, noturno, escuro e frio. Ele fica do lado esquerdo da esfera, na cor preta.
Significado de Yang
Yang é o princípio ativo, masculino, diurno, luminoso e quente. Está representado pelo lado direito da esfera, na cor branca.
Yin Yang é um princípio da filosofia chinesa, onde yin e yang são duas energias opostas. Yin significa escuridão sendo representado pelo lado pintado de preto, e yang é a claridade. A luz, que é uma energia luminosa e apresenta-se de maneira muito intensa, é o yang, e a luz muito fraca, é o yin. Segundo os chineses, o mundo é composto por forças opostas e achar o equilíbro entre elas é essencial.
Alguns autores descrevem como a lua e o sol, o homem e a mulher, mas são definições equivocadas. A filosofia chinesa é composta basicamente da energia, negativa e positiva. As duas esferas dentro do símbolo simbolizam a idéia de que, toda vez que cada uma das forças atinge seu ponto extremo, manifesta-se dentro de si um sentimento oposto.
No mundo das tatuagens, o símbolo do yin yang é dos mais populares, dado que representa o equilíbrio.
Significado de Yin
Ying é o princípio passivo, feminino, noturno, escuro e frio. Ele fica do lado esquerdo da esfera, na cor preta.
Significado de Yang
Yang é o princípio ativo, masculino, diurno, luminoso e quente. Está representado pelo lado direito da esfera, na cor branca.
O que é a Cor:
Cor é a impressão que a luz refletida ou absorvida pelos corpos produz nos olhos. A cor branca representa as sete cores do espectro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. A cor preta é a inexistência de cor ou ausência de luz.
O termo "cor" é aplicado em diferentes contextos. Pode se referir à cor do cabelo, à cor dos olhos ou à cor da pele. Neste último caso, a expressão "de cor" indica alguém com tom de pele escuro.
No sentido figurado, "ficar sem cor" exprime a palidez súbita de um indivíduo seja por um susto, por doença ou por alguma emoção. "Mudar de cor" pode indicar palidez ou ruborização da pele.
Em diversas expressões populares surge o termo, por exemplo:
- "dar cor à vida" se refere a uma mudança de atitude de alguém que deseja viver mais intensamente, com mais alegria;
- "cor de burro quando foge" significa uma cor indefinida;
- "não ver a cor do dinheiro" pode indicar um calote sofrido por alguém ou não ter recursos financeiros.
Significado das cores
As cores possuem diferentes significados que variam entre diferentes culturas. Na cultura ocidental, as cores estão relacionadas com as emoções do ser humano. Também podem assumir diferentes funções, por exemplo, através das cores padronizadas dos semáforos.
Na decoração dos ambientes, o efeito estimulante das cores não é negligenciado, nem o efeito energético, que, através da cromoterapia, influencia na saúde das pessoas.
As cores foram convencionadas para simbolizarem determinados acontecimentos ou sensações, por exemplo, o vermelho simboliza a guerra, o verde é símbolo da esperança e o branco é símbolo da paz.
Cor é a impressão que a luz refletida ou absorvida pelos corpos produz nos olhos. A cor branca representa as sete cores do espectro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. A cor preta é a inexistência de cor ou ausência de luz.
O termo "cor" é aplicado em diferentes contextos. Pode se referir à cor do cabelo, à cor dos olhos ou à cor da pele. Neste último caso, a expressão "de cor" indica alguém com tom de pele escuro.
No sentido figurado, "ficar sem cor" exprime a palidez súbita de um indivíduo seja por um susto, por doença ou por alguma emoção. "Mudar de cor" pode indicar palidez ou ruborização da pele.
Em diversas expressões populares surge o termo, por exemplo:
- "dar cor à vida" se refere a uma mudança de atitude de alguém que deseja viver mais intensamente, com mais alegria;
- "cor de burro quando foge" significa uma cor indefinida;
- "não ver a cor do dinheiro" pode indicar um calote sofrido por alguém ou não ter recursos financeiros.
Significado das cores
As cores possuem diferentes significados que variam entre diferentes culturas. Na cultura ocidental, as cores estão relacionadas com as emoções do ser humano. Também podem assumir diferentes funções, por exemplo, através das cores padronizadas dos semáforos.
Na decoração dos ambientes, o efeito estimulante das cores não é negligenciado, nem o efeito energético, que, através da cromoterapia, influencia na saúde das pessoas.
As cores foram convencionadas para simbolizarem determinados acontecimentos ou sensações, por exemplo, o vermelho simboliza a guerra, o verde é símbolo da esperança e o branco é símbolo da paz.
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